Micro de 400 reais – Parte II, a verdade dói

Por José Alessandro Oliveira
(matéria publicada no Jornal Fala São João)

Autorização gratuita para reprodução: (51) 990-171-59 ou josealessandro@yahoo.com.br

 

Até hoje, nenhuma matéria escrita nesta página deu tanto retorno. Foram vários e-mails e até ligações, em que o pessoal queria saber onde comprar, como é, como funciona, quantos gigas... Gigas? De que? Só se for de imaginação dos inventores do tal micro de 400 reais. Se cabe, peço desculpas se levei esperança a alguns usuários, mas as informações que possuía no momento que escrevi a matéria eram as que passei. Busquei mais profundamente informações sobre o encantado micro e volto a tocar no assunto.

 

Primeiro: O encomendado foi solicitado pelo governo federal para servir em hospitais, escolas e repartições públicas a baixo custo que pudessem ampliar a informatização dos órgãos estatais. Bingo! Os projetistas acertaram pois pressupuseram que estas instituições teriam servidores de rede, onde ficaria guardado os arquivos dos usuários.

 

Segundo: O fracote foi criado sem winchester, sem HD... isso mesmo, como antigamente, como os antigos Solitions Portáteis, só que pior, sem drive de disquete também (o Solution ao menos tinha dois drives de disquetes 5 ¼). O micro de 400 reais possui um memória flash de 16Mb, isto é, como se fosse um HD de 16Mb. Aí começam os problemas pois com a instalação do sistema operacional, do navegador de internet e de uma espécie de bloco de notas restaram 0,5Mb. O que se grava em 0,5Mb? Nem o plug-in do Flash... Imagine navegar usando uma máquina destas... Como diria Lima, um amigo, este micro foi projetado por poetas ou algo parecido da Faculdade de Letras de Minas Gerais (pela alta capacidade de sonhar).

 

Terceiro: O jubiloso, Segundo o Prof. Campos, da Universidade de MG, onde foi criado, cumpre as solicitações do governo. “O governo encomendou à universidade um computador para acessar a internet. Apenas com esses componentes seria possível construir um equipamento a um preço tão acessível. As restrições, no entanto, não impedem a instalação de novos acessórios e de um upgrade”. Tudo bem Prof. Campos, mas então o governo não deveria ter feito o alarde que fez sobre um micro que poderia se popularizar entre os de baixa renda. O micro foi citado até no New York Times (claro que sem teste prático algum). O jornal americano comenta declaração do ministro das comunicações, Pimenta da Veiga, dizendo que os micros estarão disponíveis ainda este ano, por preços entre US$ 200 e US$ 250.

Quarto: O micro-de-poeta não estará à venda, como foi anunciado. O governo tem como base que o projeto, que é aberto, como o software-livre, poderá ser solicitado por empresas interessadas em produzir tal equipamento. Mas mesmo assim, as empresas interessadas deverão contar com subsidio do governo através da isenção de impostos e com desconto dos fornecedores para produção em escala. Fatos que contribuíram para o micro custar os tais 400 reais.

Agora falando de fatos mais concretos: Se você não está a fim de esperar o dito-cujo de 400 reais e busca uma maneira de adquirir um equipamento real, informe-se nas agências da Caixa Econômica Federal. A CEF está financiando a compra de microcomputadores para pessoas físicas, e com financiamentos especiais para professores.

 

 

 

ABES e BSA dão trégua e Microsoft e promove campanha de descontos

A Associação Brasileira de Empresas de Software (ABES) e a Business Software Association (BSA) implantaram período de trégua em sua campanha contra a utilização irregular de software. A bandeira branca durará até dia 18 de maio. Durante este período, colaborando para a regularização, a Microsoft financiará em até 9 vezes, sem juros, contratos Open com volume mínimo de compra de R$3.000,00. Simultaneamente, a Microsoft está lançando cinco campanhas de desconto distintas para tipos de usuários e softwares diferentes.

 

Programa de rádio é sucesso entre micreiros e usuários domésticos

Eles se reúnem aos sábados de manhã cedo. Mal chegam e o papo já começa (como em qualquer grupo ou subgrupo social). O bate-bola desse pessoal é diferente. Nem todos compreendem, mas a audiência é fidedigna e crescente. Informática é quase como futebol, quase todo mundo arrisca um pitaco, uma sugestão, uma dica. O BandInformática é assim: um talkshow descontraído e informativo onde João Carlos Wieckzorek guia os demais participantes numa troca de idéias e comentários com a interatividade dos ouvintes. O programa conta com diversos meios de participação dos ouvintes através de telefone, chat e e-mail, além do website www.portoalegrevirtual.com.br que agrupa os diversos assuntos tratados pelo BandInformática. No site também é possível chatear com o pessoal do programa ao vivo, no sábado, ou às 21 horas na terça-feira. Esta é uma dica-convite, já que este colunista que vos fala está participando do programa seguidamente.

 

Cursos de Webdesign com desconte de 50%

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sua bagagem internautica através de cursos licenciados pela Macromedia - 
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Inteligência artificial é atração em website da McAfee  

Se você quer conhecer na prática um programa de inteligência artificial, vá ao site da McAfee, www.mcaffe.com, e busque pela assistente para antivírus online (geralmente na parte inferior-esquerda da homepage). A assistente responde a perguntas, em inglês, que também devem ser feitas na mesma língua. O programa foi criado para auxiliar os usuários nas dúvidas mais freqüentes na utilização do antivírus online da McAfee, mas tem sempre alguém fazendo perguntas mais pessoais à moça, que imediatamente muda a expressão facial e responde gentilmente, ou não, depende da pergunta. Vale a pena experimentar. Mas essa dica não é só para lazer, já que o antivírus da McAfee é um dos mais eficientes, inclusive no atendimento via telefone, onde fui prontamente assistido até meu problema ser solucionado. O antivírus possui atualização pela internet pois sabemos que de nada adianta ter um no micro e não atualiza-lo, no mínimo, semanalmente. A velocidade que surgem novos vírus e cada dia maior.

 

CorelDraw 10 está mais voltado para web com a inclusão do CorelR.A.V.E.

No mês de março, participei do evento de lançamento da suíte de aplicativos gráficos CorelDraw10. O evento mostrou aos participantes as novidades que vem junto com a nova versão do pacote de softwares da Corel. O evento começou com um parêntese do gerente de contas, Fernando Brunelli, sobre pirataria. “Sofremos muito com pirataria em todo o Brasil. Nós produzimos ferramentas para ajuda-los a ganhar dinheiro. Imaginem uma agência de publicidade anos atrás, sem um software gráfico, usando canetas, lápis, regas, mesas enormes, trabalhos lentos. Produzimos ferramentas para aumentar a produtividade com um preço simbólico, se comparado aos benefícios”. A principal  novidade da décima versão do pacote da Corel é a inclusão do Corel R.A.V.E., um software com interface idêntica ao CorelDraw, mas com linha de tempo que permite a criação de efeitos vetoriais de animação, como no concorrente Flash. As animações criadas no Corel R.A.V.E. rodam com o mesmo plug-in do Flash, pois são salvas no formato SWF. O CorelDraw10 traz alguns avanços na publicação em PDF, que gera arquivos menores e renderização mais rápida e precisa. Também foram adicionadas funções para documentos multilíngües; classificador de páginas que facilita, através de miniatuas, a organização dos trabalhos; visualização em tempo real... Dependendo da  memória RAM de seu micro, é claro. O CorelPhoto-Paint 10 trouxe inovações através de várias ferramentas interativas e alguns aplicativos estão mais intuitivos, característica que para alguns usuários é positiva mas outros consideram extremamente desagradáveis pela limitação na criação. Entre todos os aplicativos existe uma unanimidade: estão muito mais voltados para web e para gerenciamento de cores. No evento, também foram apresentados o KnockOut 1.5 e o Painter 6.0. O KnockOut 1.5 é um software de recorte de imagens que facilita o trabalho de recorte de figuras com nuvens, árvores, cabelos, etc. O Painter 6.0 tem como base o trabalho com pinturas e texturas, utiliza RGB na criação mas pode gerar CMYC  e possui uma malha de ferramentas artísticas maior que o CorelPhoto-Paint.

 

José Alessandro de Oliveira - josealessandro@yahoo.com.br