
pode copiar, mas coloca o nome do autor ... josealessandro (de porto alegre.rs)
escrevo
há algum tempo (tu podes ver pelas datas abaixo dos títulos)
e sempre tive vontade de publicar, no sentido real da palavras: tornar público.
eis
o concreto no virtual - estão públicas algumas de minhas poesias
algumas meio adolescentes, meio confessionais,
outras mais técnicas, outras mais artísticas
mas autenticamente minhas
se
curtir, copia, passa adiante, manda pra alguém, fica à vontade
aliás, quem não fica à vontade na internete?
mas coloca o nome do autor ... josealessandro (de porto alegre.rs)
| título |
poesia |
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| in-crível 22/11/2005 |
incrível é pensar na possibilidade de sentir novamente incrível é pensar na possibilidade da reciprocidade incrível é que é crível |
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| enxoval 1º/9/2004 |
quando
me deixo em minha cama vazia me deixo pensando de quem sinto falta... pra que dois travesseiros cama de casal enxoval e tal |
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| frio 22/8/2004 |
o
vazio do vento solitário bate o rosto velho velho de calos maquiado, de choro seco, de esperança interpretada o chamado não atendido faz o olho q não descansa a mensagem nao respondida faz a esperança de caminho pro fim, pro abismo o vento bate à porta, abre a janela é frio |
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| nounderline 31/3/2004 |
meescreve meenvia meespia meespera semmarasmo semmedo semmalícia tudojuntosemreceio tudojuntosemacento |
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| ?cansado 30/3/2004 |
Porque
não cansa? Não cansa de se esperançar Não cansa de perguntar De vacilar De tentar Porque
não desiste? Porque
não esquece? |
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| dedilhando 19/2/2004 |
dedilhando
um violão à toa em vão buscando memória de uma dedicação desaprendi a música os dedos nao fazem melodia a boca nao soa carinho o olho nao brilha o que foi sonhado desaprendi o amor volto pra casa sem violão nem coração |
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| Mão
vazia 7/11/2003 |
Bato
à tua porta De mãos cheias De mãos cheias de eu só pra ti |
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| Clico 7/11/2003 |
clico
a tua senha logo teu sonho virtual olhar potencial contruindo caminho passo a passo sonho a sonho bite a bite clique a clique tudojuntosemacento |
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| Poeta? 1996 |
O
poeta não sabe amar. Se soubesse poesias não escreveria, quente estaria nos braços do amor, quem sabe, em baixo do cobertor. |
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| Título 1997 |
A
Lama INFLama A CHama NA Cama DE QUEM ama. |
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| Cousas 1998 |
Um
beijo... Bem que podia, Mas era dia, Infelizmente, já tardia. - Óh Deus, como queria. Tua boca na minha Desejo... doía, Tesão... ardia, Enfim: era dia e Tua boca na minha... Fantasia! Noutro dia, O desejo insistia... Ousadia! |
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| Grito 1995 |
Na
noite parda Em lua alva Ouvia-se o sussurro Sentia-se o prazer, Mas as velas apagaram, O vinho acabou, A cábula chegou E a timidez... ficou. |
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| Sereias 1996 |
Um
barco ali... Um navio acolá... Alguém perdido aqui... Quem dera, os golfinhos de Tramandaí? Uma onda perdida num olhar insólito de uma dor sofrida. E aquele sorriso, infantil e brincalhão, são cabelos brancos, esperança e solidão. Tietê gaúcho! - Ofensa repentina... Neste mini mar murcho, onde a ponte sobe e o sol desce, nascem sereias, não as mesmas das lendas: Estas são sereias prendas! |
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| Hoje Ago/98 |
Quero
beijar a boca inóspita Pra acordar noutro dia De barriga cheia E cama vazia. |
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| Cadelhe? 1997 |
Cadelhe
o céu Que meu peito inflaria Com sóis pr´eu nublar? Cadelhe
o léu Cadelhe
o réu |
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| O
Clima 1998 |
Hoje
nublou a luz que o peito ontem faiscou... Hoje choveu a mão que o rosto azul ansiou... Hoje gelou no core a carne que o osso parou... Hoje raiou na cara o tudo pouco que o dedo saciou... |
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| Poder 1998 |
Te
espalma a cara à transparente lama E de galhofa desdentada justifica a injuria Te lança a sentença da espera mansa E de tombos verdes proclama satisfações Te bate a porta à tranca acompanhada E bebe o laço novo com juras de infinito. |
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| Pro-cesso 1998 |
Se
me liga o presente Já não me existe o passado Cesso o processo E o broto do sonho Toma forma de futuro Dá fruto, dá flores O cheiro é a utopia... O gosto é a saudade... |
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| Implora 1995 |
Último
degrau subterrâneo humano. Na espessa sombra que tange velas amargas há lábios que imploram sussurrando: - mais um toque (um beijo, um tapa). São lábios amargos, acordados sem sonhar, revoltados sem pensar. Sonhos interrompidos. Lábios que choram: Sobremesa! Cuspe inoportuno na face desejada, querendo degustar mais além que o míope choro amargo do teu soluço escondido. |
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| Ritual 1995 |
Na
solitária noite fiz de meu quarto, o templo, das velas, o sol... a fonte, da mais exótica música, meu pranto. Fiz de minha solidão a eterna companheira. E nesta noite insólita ficarei a vagar por entre cobertores, abraçando travesseiros e sentindo o cheiro acro da ausência de alguém que nem se quer chegou, ou nem se sabe existir... |
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| Senão 1996 |
Teu
sorriso ao meu lado, alegria, senão... melancolia. Teus olhos nos meus, esperança, senão... angústia. Tua voz pra mim, melodia, senão... ciúme. Teu abraço comigo, sonho, senão... dor. Teu perfume em mim, prazer, senão... lembranças, e só! |
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| Anjo 1995 |
O
anjo caído, mais um. O caminho começou destroncado entre vales e penhascos. O anjo negro, sem compromissos. O anjo ileso e sem vontade. Que todos ama e todos quer, que todos olha e todos possui. O anjo sem vergonha, nem conceitos, com sexo e pecados mil... O anjo sem ninguém - anjo solidão - voa solitário entre bandos, pr´acabar caindo novamente, quem sabe nos braços de alguém, deixando de vez o anjo solidão, o anjo paixão, o anjo tesão, o anjo ilusão e na metamorfose celestial surgir em si, o anjo anjo! |
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| Notícia
malícia 1997 |
Na
dúvida da boca úmida Minutos da certeza e leveza Que drama! Que lama! No novo me envolvo, mas desta vez, este mês, não vou o ar amar. Vou respirar vontade e realidade, pra beijar a boca rouca e fechar os olhos cegos de meus egos. Calando a notícia de malícia pois só a nós interessa essa, e que ninguém intervém nesse instinto que sinto, no abraço que enlaço e ao beijo que deixo... E bah!! Chega de poesia que adia. Vou falar, sem nada esperar... Gramática abaixo, rima acima: E´, sinceramente, tudo o que leu ...teu! |
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| O
Clima 1998 |
Hoje
nublou a luz, que o peito ontem faiscou... Hoje choveu a mão, que o rosto azul ansiou... Hoje gelou no core a carne que o osso parou... Hoje raiou na cara o tudo pouco, que o dedo saciou... |
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| Satisfação 1998 |
O
branco de tua pele me basta A cor De teu riso me chega O tom De tua língua me prende O som Do teu sim me afaga A textura Do teu corpo me faz teu Mas só tu De ti mesmo É que me satisfaz |
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| Poder 1998 |
Te
espalma a cara à transparente lama. E de galhofa desdentada justifica a injuria. Te lança à sentença da espera mansa... E de tombos verdes proclama satisfações. Te bate a porta à tranca acompanhada... E bebe o laço novo com juras de infinito. |
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| Implora 14.10.96 |
Último
degrau subterrâneo humano. |
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| Experiência 12.03.97 |
Adentrar
teu ser, |
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| Mira
Vaga 10/9/98 |
Não
aceita essa mira vaga |
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| Mais fev.97 |
Quero
ser mais que amigo quero ter o abraço que te conforta ter o ombro que tuas lágrimas seca a mão que do auxílio te segura quero
ser mais, muito mais que amigo quero
ser mais, não o melhor amigo... mais quero
ter mais, mais que qualquer outro possa ter de ti quero
poder mais que qualquer pessoa tua quero
sentir mais que palavras acontecendo quero
ser mais teu do que qualquer já tenha sido |
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| Bastidores 1999 |
O
palco da face no cenário da boca atua o beijo. Aplausos subconscientes, sorrisos inconseqüentes são línguas atrizes, interpretam palavras, dançam coladas. Apagam-se luzes. Fim do espetáculo... Ah! - murmura tesão. Bastidores, camarim... Oba! - aplaude bis. |
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