Abaixo aos Lixos e Lendas!

Por José Alessandro Oliveira
(matéria publicada no Jornal Fala São João)

Autorização gratuita para reprodução: (51) 990-171-59 ou josealessandro@yahoo.com.br

Já não sei se isto é uma matéria ou uma campanha. Deixo para você, leitor, decidir. Refiro-me às milhares de mensagens de lixos e lendas que circulam pela internet. Ou você é algum felizardo que nunca recebeu uma daquelas correntes afirmando: se você não enviar mil cópias será atropelado na próxima esquina, se você apagar o e-mail sem ler todo cairá um elefante azul em cima da sua cabeça, e por aí vai...

 

E o pior de tudo é que muita gente, inclusive amigos meus, replicam estes absurdos a meio mundo.  Por quê? Será o medo de ser atropelado na próxima esquina? Ou será um sentimento de ação-reação: “vou fazer com outros o que fizeram comigo”? E tem mais. Algumas destas mensagem prometem milhões de reais: você deve enviar 1 real para cada integrante de uma lista, depois coloca seu nome nesta lista e em alguns dias estará recebendo mais cartas que a Xuxa recebia do Xou da Xuxa, e o melhor, com dinheiro dentro.

 

Concordo que é tentador e até pensei em entrar nessa corrente para melhor escrever esta matéria... Mas ainda tenho medo, não aquele de ser atropelado na próxima esquina, mas o de enviar 20 reais pra sabe-lá-Deus-quem e receber em troca um grande e galhofante vazio na caixa de correio.

 

Existem, ainda, mensagens de vírus fatais (essas são quase diárias). Elas vêm com letras garrafais em vermelho, pra assustar mesmo: TERRÍVEL VÍRUS FATAL!!!!! A mensagem diz que o vírus foi descoberto ontem e que já danificou máquinas da Nasa e dos Estados Unidos inteiro, diz que é um vírus poderosíssimo sem vacina, tal e tal. Tem até mensagens dizendo que o vírus danifica fisicamente o monitor... Alguém me explica como?? Falando sério: diariamente surgem centenas de novos vírus de computador. O que fazer? Adquirir um bom antivírus e mantê-lo atualizado sempre. E seguir a vida.

 

Lendas urbanas. Você já ouviu falar neste termo? Lembra do “Negrinho do Pastoreiro”, do “Velho do Saco”, do “Lobisomem”... são lendas criadas no interior do Brasil. Histórias que as pessoas acreditavam fielmente porém, nunca comprovadas. Com o aumento dos grandes centros urbanos, essas lendas caíram no ridículo. Surgiram, então, as lendas urbanas. Lendas que nos grandes centros urbanos soam como verdade, mas não passam de boatos. São história inventadas que são passadas adiante, de boca em boca (ou de e-mail em e-mail) até atingirem um ponto do inconsciente coletivo que parecem verdade. Aí vão algumas: Lembra da história do cara que acordou em uma banheira cheia de gelo e haviam roubado seus rins? (Lenda! Somente equipes muito especializadas trabalham com transplantes de órgãos). Lembra do outro cara que sentou numa poltrona de cinema e havia uma seringa com sangue e um bilhete “bem-vindo ao mundo da AIDS”? (Lenda! O vírus HIV não sobrevive mais que alguns segundos nessas condições). Lembra da mulher que bebeu refrigerante sem lavar a lata e morreu pois um rato havia urinado na lata. (Lenda! Nunca houve registro algum de tal ocorrência)

 

Histórias sem pé, nem cabeça e sem graça também. Se você já recebeu algum destes e-mails, ou acha que algum pode ser uma lenda urbana e ficou intrigado, chateado ou apenas curioso, visite os sites indicados no Bloco de Notas.

 

O que podemos fazer referente a estas lendas urbanas e correntes? Ignorar. Não passar a mensagem adiante, ou, pra quem tempo, verificar se há registros de ocorrências referente ao assunto. E pra quem tem tempo e dinheiro: me envia um e-mail que passo a mensagem da corrente do 1 real e espero a resposta pra ver se terei um amigo milionário ...

 

Lendas Urbanas

Aqui, tem uma relação de sites que tratam do assunto. São diversos artigos estudados e analisados seriamente sobre lendas urbanas, inclusive com as mais conhecidas. Alguns sites pesquisam e buscam as origens de cada lenda e relatam suas metamorfoses durante o processo boca-a-boca.

 

 

José Alessandro de Oliveira - josealessandro@yahoo.com.br