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ELIAS EBERHARDT
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Madonna,
Elvis Presley, Olivia Newtonjohn
nO MAGICO DE OZ em Porto Alegre??
SIM!
Imagine uma bruxa meio dragqueen, meio Madonna, meio bruxa... enfim, as
maldades da antagonista
tornam-se um verdadeiro megashow com coreografias, coro e música
cantada ao vivo.
Imagine uma mistura de estilos musicais: funk, reggae, poprock, rap, tango,
country...
É dificil imaginar. Mas, Álvaro RosaCosta, Cau Netto (do
Papas na Língua) e Paulo Nascimento (diretor da Accorde) conseguiram
mixar estes estilos e criar uma trilha sonora impressionante.
Elvis Presley, Olivia Newton John, Cazuza, Jota Quest, Shrek, Cauby Peixoto,
entre outros,
foram alguns dos "popstars" utilizados durante a criação
e concepção dos personagens dO Mágico de Oz,
musical infantil que estréia neste final de semana em Porto Alegre...
é ver pra crer.
Com coregrafias e trabalho corporal de Jussara Miranda, o elenco da Cia
Teatro Novo,
sob direção geral de Ronald Radde, dramaturgo homenageado
na último Porto Alegre em Cena,
sobe ao palco do Teatro Novo na sexta-feira para sua pré-estréia,
às 21h.
O espetáculo, que conta com inúmeros efeitos especiais,
como o derretimento da Bruxa Má do Oeste,
o furacão que leva a pequena Doroty, entre outros, permanece em
cartaz sábados e domingos, sempre às 17h.
O
MÁGICO DE OZ
Obra
de Frank Baum
Direção e Adaptação de Ronald Radde
“Tudo que precisamos podemos encontrar dentro de nós:
coragem, cérebro e coração”.
O musical conta a saga da menina Dorothy com seus três amigos –
Espantalho, Homem de Lata e Leão – e a determinação
de cada um em realizar seu maior desejo. Durante essa busca, muitas aventuras
e encontros com fadas, gnomos, mágicos e muito mais.
A Cia. Teatro Novo conta com um grande elenco, profissionais qualificado,
efeitos especiais, trilha sonora original e personagens que acabam ensinando
o poder de um bom coração, muita coragem e uma boa cabeça.
Um clássico da literatura imortalizado no cinema, agora no palco
do Teatro Novo para emocionar adultos e crianças.
FICHA TÉCNICA
Direção e Adaptação - Ronald Radde
Assistente de Direção - Karen Radde
Direção de Produção - Ellen D´avila
Elenco
Dorothy - Lívia Perroni
Espantalho - José Alessandro
Homem de Lata, Gnomo - Cassiano Ranzolin
Leão, Gnomo - Leonel Radde
Bruxa Boa do Norte, Gangue e Glinda - Morgana Kretzmann
Bruxa Má do Oeste - Ellen D´avila
Homem Porta, Gnomo e Gangue - Reissoli Moreira
Mágico de OZ e Gangue - Jonas Amadeo Lucas
Gnomo e Gangue da Bruxa Má Oeste - Álvaro RosaCosta
Tia Em (off) - Participação especial - Carmen Silva
Músicas, letras - Álvaro RosaCosta, Ronald Radde, Eduardo
Prates, ”NEW” e Paulo Nascimento
Arranjos e Programação - Cau Netto
Trilha Sonora Original - Álvaro RosaCosta
Participação Especial - Simone Rasslan
Preparação Vocal - Elizabeth Jaeger
Coreografia - Jussara Miranda
Cenografia - Rafael Silva
Figurinos - Antonio Rabadán
Confecção - Titi Lopes
Iluminação - João Acir
Operação - Osmar Montiel
Programação Visual - Rogério Araújo
Making of - fotos - Álvaro RosaCosta
Apoio Técnico - José Cavalheiro e Joaquim Fiúza
Assistente Administrativa - Marta Nunes
Projeto A Escola vai ao Teatro - Ane Marie Kranen
SERVIÇO:
O
MÁGICO DE OZ - Adaptação e Direção
Ronald Radde
Quando?
De 11 de março a 28 de maio de 2006
Sábados e Domingos, sempre às 17 horas
Onde?
Teatro Novo DC
DC Shopping
Frederico Mentz, 1561, Prédio D
Navegantes - Porto Alegre
Quanto?
R$12,00
R$9,60 (titular do Clube do Assinante ZH e acompanhante)
Produção:
Ellen D´avila
51 3374-7626 / 9285-1743
ellenteatronovo@uol.com.br
Crítica:
31/3/2006
Musical
infantil clássico bem renovado
Antônio
Hohlfeldt
O clássico infantil O mágico de Oz, de Franck Baum, tornou-se
célebre graças à adaptação que dele
fez o cinema norte-americano (1939). Iniciado em preto-e-branco e logo
depois do pesadelo da menina Dorothy filmado em cores, deu destaque
a Judy Garland e, desde então, tem inspirado muitas outras obras.
Agora, o diretor Ronald Radde fez uma adaptação da obra
para o teatro, eliminando o motivo da tempestade e centralizando sua
atenção nas múltiplas aventuras que a menina e
seus amigos vivem, com excelente resultado.
A produção do Teatro Novo, que se encontra em cartaz no
Teatro Carmen Silva, do DC Navegantes, é um desses raros, mas
felizmente ainda encontráveis bons momentos de teatro dirigido
a crianças. A adaptação de Radde soube concentrar
ações, e sua direção garantiu soluções
adequadas para os diferentes momentos da encenação.
Mais
que isso, há uma produção cuidadosa, a cargo de
Ellen d´Ávila, em que se destacam a trilha sonora original
de Álvaro Rosa Costa, com letras e musicalização
do mesmo Álvaro Rosa Costa, Ronald Radde, Eduardo Prattes, Paulo
Nascimento e o grupo New. A preparação vocal de Elizabeth
Jaeger garantiu boa entonação e ritmo a todos os intérpretes
que ainda dançam, graças à coreografia de Jussara
Miranda. O espetáculo se completa com os figurinos – excelentes
– de Antonio Rabadán e os adereços de Rafael Silva
e Patrícia Fantinel, além de elementos cênicos de
Rafael Silva.
O elenco está formado por Lívia Perrone, como Dorothy,
de ótima atuação; José Alessandro, também
destacado enquanto Espantalho; Cassiano Ranzolin, como Homem de Lata;
Leonel Radde, como Leão, Morgana Kretzmann como Bruxo Boa do
Norte e Glinda; Ellen d´Ávila como a Bruxa Má do
Oeste, Reissoli Moreira como o Homem Porta (melhor como gnomo), Jonas
Amadeo Lucas como o Mágico de Oz, Álvaro Rosa Costa como
integrante da gangue e, em off, a voz de Carmen Silva. O grupo tem desenvoltura
e naturalidade, excelente ritmo, fazendo o espetáculo fluir e
encantar a pequenos e adultos.
O resultado de tudo isso rende um espetáculo bonito, bem acabado,
sempre interessante, e que mostra que Ronald Radde, cada vez mais, investe
na qualidade de seus trabalhos, sendo premiado com um teatro praticamente
cheio, em plena tarde de sábado.
“O Mágico de Oz”, que retoma o velho conto dos músicos
de Bremen, é uma ode ao companheirismo e se explica pelo clima
de incerteza que os Estados Unidos viviam quando a obra foi escrita
(1900). Hoje, passados aqueles desafios, sobrevive enquanto uma bonita
fábula a respeito da amizade e da compreensão humanas,
muitas vezes ausentes nasa relações sociais atuais. Trata-se,
assim, de obra imperdível, apta a todas as idades, o que comprova
o “mistério” daqueles trabalhos que denominamos clássicos,
justamente graças a sua sobrevivência e a sua aplitude.
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