JOSÉ ALESSANDRO

 

teatro - atuação

2006

O Mágico de Oz

Direção de Ronald Radde

:: espantalho


FOTOS: ELIAS EBERHARDT
Contato: 84241459 / 91227159

 

Madonna, Elvis Presley, Olivia Newtonjohn
nO MAGICO DE OZ em Porto Alegre??

SIM!

Imagine uma bruxa meio dragqueen, meio Madonna, meio bruxa... enfim, as maldades da antagonista
tornam-se um verdadeiro megashow com coreografias, coro e música cantada ao vivo.

Imagine uma mistura de estilos musicais: funk, reggae, poprock, rap, tango, country...
É dificil imaginar. Mas, Álvaro RosaCosta, Cau Netto (do Papas na Língua) e Paulo Nascimento (diretor da Accorde) conseguiram mixar estes estilos e criar uma trilha sonora impressionante.

Elvis Presley, Olivia Newton John, Cazuza, Jota Quest, Shrek, Cauby Peixoto, entre outros,
foram alguns dos "popstars" utilizados durante a criação e concepção dos personagens dO Mágico de Oz,
musical infantil que estréia neste final de semana em Porto Alegre... é ver pra crer.

Com coregrafias e trabalho corporal de Jussara Miranda, o elenco da Cia Teatro Novo,
sob direção geral de Ronald Radde, dramaturgo homenageado na último Porto Alegre em Cena,
sobe ao palco do Teatro Novo na sexta-feira para sua pré-estréia, às 21h.

O espetáculo, que conta com inúmeros efeitos especiais, como o derretimento da Bruxa Má do Oeste,
o furacão que leva a pequena Doroty, entre outros, permanece em cartaz sábados e domingos, sempre às 17h.

 


 

O MÁGICO DE OZ
Obra de Frank Baum

Direção e Adaptação de Ronald Radde

“Tudo que precisamos podemos encontrar dentro de nós: coragem, cérebro e coração”.

O musical conta a saga da menina Dorothy com seus três amigos – Espantalho, Homem de Lata e Leão – e a determinação de cada um em realizar seu maior desejo. Durante essa busca, muitas aventuras e encontros com fadas, gnomos, mágicos e muito mais.

A Cia. Teatro Novo conta com um grande elenco, profissionais qualificado, efeitos especiais, trilha sonora original e personagens que acabam ensinando o poder de um bom coração, muita coragem e uma boa cabeça.

Um clássico da literatura imortalizado no cinema, agora no palco do Teatro Novo para emocionar adultos e crianças.

FICHA TÉCNICA

Direção e Adaptação - Ronald Radde
Assistente de Direção - Karen Radde
Direção de Produção - Ellen D´avila

Elenco

Dorothy - Lívia Perroni
Espantalho - José Alessandro
Homem de Lata, Gnomo - Cassiano Ranzolin
Leão, Gnomo - Leonel Radde
Bruxa Boa do Norte, Gangue e Glinda - Morgana Kretzmann
Bruxa Má do Oeste - Ellen D´avila
Homem Porta, Gnomo e Gangue - Reissoli Moreira
Mágico de OZ e Gangue - Jonas Amadeo Lucas
Gnomo e Gangue da Bruxa Má Oeste - Álvaro RosaCosta
Tia Em (off) - Participação especial - Carmen Silva

Músicas, letras - Álvaro RosaCosta, Ronald Radde, Eduardo Prates, ”NEW” e Paulo Nascimento
Arranjos e Programação - Cau Netto
Trilha Sonora Original - Álvaro RosaCosta
Participação Especial - Simone Rasslan
Preparação Vocal - Elizabeth Jaeger
Coreografia - Jussara Miranda
Cenografia - Rafael Silva
Figurinos - Antonio Rabadán
Confecção - Titi Lopes
Iluminação - João Acir
Operação - Osmar Montiel
Programação Visual - Rogério Araújo
Making of - fotos - Álvaro RosaCosta
Apoio Técnico - José Cavalheiro e Joaquim Fiúza
Assistente Administrativa - Marta Nunes
Projeto A Escola vai ao Teatro - Ane Marie Kranen


SERVIÇO:

O MÁGICO DE OZ - Adaptação e Direção Ronald Radde

Quando?
De 11 de março a 28 de maio de 2006
Sábados e Domingos, sempre às 17 horas

Onde?
Teatro Novo DC
DC Shopping
Frederico Mentz, 1561, Prédio D
Navegantes - Porto Alegre

Quanto?
R$12,00
R$9,60 (titular do Clube do Assinante ZH e acompanhante)

Produção:
Ellen D´avila
51 3374-7626 / 9285-1743
ellenteatronovo@uol.com.br


Crítica:
31/3/2006

Musical infantil clássico bem renovado
Antônio Hohlfeldt



O clássico infantil O mágico de Oz, de Franck Baum, tornou-se célebre graças à adaptação que dele fez o cinema norte-americano (1939). Iniciado em preto-e-branco e logo depois do pesadelo da menina Dorothy filmado em cores, deu destaque a Judy Garland e, desde então, tem inspirado muitas outras obras. Agora, o diretor Ronald Radde fez uma adaptação da obra para o teatro, eliminando o motivo da tempestade e centralizando sua atenção nas múltiplas aventuras que a menina e seus amigos vivem, com excelente resultado.

A produção do Teatro Novo, que se encontra em cartaz no Teatro Carmen Silva, do DC Navegantes, é um desses raros, mas felizmente ainda encontráveis bons momentos de teatro dirigido a crianças. A adaptação de Radde soube concentrar ações, e sua direção garantiu soluções adequadas para os diferentes momentos da encenação.

Mais que isso, há uma produção cuidadosa, a cargo de Ellen d´Ávila, em que se destacam a trilha sonora original de Álvaro Rosa Costa, com letras e musicalização do mesmo Álvaro Rosa Costa, Ronald Radde, Eduardo Prattes, Paulo Nascimento e o grupo New. A preparação vocal de Elizabeth Jaeger garantiu boa entonação e ritmo a todos os intérpretes que ainda dançam, graças à coreografia de Jussara Miranda. O espetáculo se completa com os figurinos – excelentes – de Antonio Rabadán e os adereços de Rafael Silva e Patrícia Fantinel, além de elementos cênicos de Rafael Silva.

O elenco está formado por Lívia Perrone, como Dorothy, de ótima atuação; José Alessandro, também destacado enquanto Espantalho; Cassiano Ranzolin, como Homem de Lata; Leonel Radde, como Leão, Morgana Kretzmann como Bruxo Boa do Norte e Glinda; Ellen d´Ávila como a Bruxa Má do Oeste, Reissoli Moreira como o Homem Porta (melhor como gnomo), Jonas Amadeo Lucas como o Mágico de Oz, Álvaro Rosa Costa como integrante da gangue e, em off, a voz de Carmen Silva. O grupo tem desenvoltura e naturalidade, excelente ritmo, fazendo o espetáculo fluir e encantar a pequenos e adultos.
O resultado de tudo isso rende um espetáculo bonito, bem acabado, sempre interessante, e que mostra que Ronald Radde, cada vez mais, investe na qualidade de seus trabalhos, sendo premiado com um teatro praticamente cheio, em plena tarde de sábado.

“O Mágico de Oz”, que retoma o velho conto dos músicos de Bremen, é uma ode ao companheirismo e se explica pelo clima de incerteza que os Estados Unidos viviam quando a obra foi escrita (1900). Hoje, passados aqueles desafios, sobrevive enquanto uma bonita fábula a respeito da amizade e da compreensão humanas, muitas vezes ausentes nasa relações sociais atuais. Trata-se, assim, de obra imperdível, apta a todas as idades, o que comprova o “mistério” daqueles trabalhos que denominamos clássicos, justamente graças a sua sobrevivência e a sua aplitude.